Sobre mim e sobre o blog

sanMeu nome é Sandra, mas pode me chamar de San ou de Sandrinha. Tenho 34 anos, sou formada em História, pós-graduada em Arte: Crítica e Curadoria, atuo como professora de Dança Cigana, trabalho na área de Educação Ambiental e às vezes ataco de blogueira rs. Uma pessoa normal, que já percorreu uns caminhos tortos e outros tantos deliciosamente suaves. Mas que gosta mesmo é de desafios, e principalmente de vencê-los. Talvez por isso “os budismos” sempre tenham rondado minha vida, até que, em novembro de 2013, conheci o Budismo de Nitiren, e em março de 2014 recebi meu gohonzon, marcando oficialmente o início da minha prática budista.

Já que adoro escrever e como no início de qualquer prática estamos cheios de dúvidas, decidi criar esse blog pra compartilhar os conhecimentos que venho adquirindo. Afinal, o estudo é um dos pilares do Budismo (além da prática e da fé), e compartilhar o conhecimento é o que o faz vivo. Espero que gostem 😉

San

19 pensamentos sobre “Sobre mim e sobre o blog

  1. Ola Sandrinha! Voce conseguiu esclarecer de forma rapida e eficiente tudo que abrange o Budismo de Nichiren Dashonin. Isto ajuda e muito.
    Muito Obrigada e Parabens,
    Neia

  2. Parabens pela forma suave e eficaz que vc colocou nossa pratica. Eu me chamo Monika e pratico a 29 anos, mas quando li seu texto me senti no inicio da pratica, fresca e cheia de esperança. Isto é o budismo que praticamos, pura esperança! Obrigada

    • Poxa, Monika, que coisa bonita de se ler! É engraçado que qdo conheci o budismo, fui com toda força fazer minhas pesquisas, cheia de perguntas à minha amiga que me apresentou. Estava animada com algo novo que se aparecia exatamente aquilo que eu sempre acreditei. Então resolvi me converter. Depois disso, minha amiga me disse que na época ela estava mais afastada da prática, e minha força a fez renovar. Foi como se eu tivesse feito chakubuku nela rs. Acho que essa é uma das maiores belezas do budismo: a troca que temos entre o olhar experiente dos veteranos e olhar brilhante de alguém novo na prática.
      Logo mais vou postar texto novo, estou devendo! Abraço!

  3. San, boa tarde. Conheci o Budismo Nitiren, ano passado, e após dois meses de idas a palestras, recebi meu Gohonzon. Tenho formação Espírita Kardecista de 16 anos de prática atuante, porém, de uns anos prá cá, desisti, cansei. E ingressei no Budismo.
    Tenho tido muita dificuldade na prática do Gongyo e Daemoku, falta-me a fé em crer que a Lei Mística funcione realmente. Não faço a prática diariamente e até agora nada mudou em minha vida, nem sinal. Ok, não acredito em milagres e sim em merecimento e trabalho. E por vezes me arrependo de em apenas dois meses já ter me convertido. Hj acho que não era a hora.
    Meu Gohonzon está lá, fechado. E não sei o que fazer.
    Na verdade falta-me a fé em qualquer coisa, um mar de problemas para resolver e eu sem ver a luz no fim do túnel. E assim tenho seguido..
    Mas não é possível que se escuto tanta gente dando tanto relato de vitórias, que comigo não dê certo, tô muito perdida.
    Beijos e um Feliz 2015 prá vc.

    • Poxa, Maria Alice…
      Vamos dizer que temos histórias parecidas. Quando desisti da Umbanda por não acreditar que aquelas coisas aconteciam de fato, disse pra mim mesma que só iria acreditar nos fatos reais, no dia a dia, no que houvesse prova real e não acreditaria em nada que não viesse fora de mim. E ai apareceu o budismo. Na verdade não é a Lei Mística que transforma nossa vida. Somos nós mesmos. É acreditar que você mesma tem a força pra se transformar. E como você disse, não acontece por milagre. Se estamos depressivos, precisamos procurar a ajuda certa. Se estamos desempregados, também há os caminhos que se fazem. Se o relacionamento (com a família, o parceiro) não vai bem, temos que analisar com olhar de budista e procurar o melhor caminho, mudar nossa atitude.
      O budismo veio no meu momento mais cético da vida, e me convenceu exatamente por isso, por me mostrar que somente eu e nada além de mim poderia transformar minha vida. Os benefícios ainda não foram aqueles grandes que planejei, mas os sinto todos encaminhados, prontos pra realiza-los em breve. Mas minha principal vitória foi a paz interna. Ah, como isso é bom! Como é bom sentir que estou bem pelo simples fato de ser eu…
      Persista, Alice. Seja com o budismo ou com outro meio que valorize o que você é. Não espere milagres da Lei Mística. Mas vá atrás dos seus objetivos que você consegue. Por mais subjetivos que eles sejam, como a paz que senti.
      O texto abaixo não foi exatamente um relato, mas conta um pouco de como foi meu ano novo passado. Comecei subindo a montanha de um jeito, passei por muitos problemas, e quando desci, estava transformada, mas sem que nada de grandioso tivesse acontecido. Apenas me transformei.
      Espero que você tenha a mesma força e encontre em seu caminho boas pessoas pra continuar a te incentivar! Converse com o pessoal de seu bloco, certamente vão te ajudar 🙂
      Grande beijo, um ótimo 2015 e uma vida de muitas vitórias!
      https://cidadeando.wordpress.com/2014/01/23/o-dia-em-que-quis-ver-cidades/

    • Olá Maria Alice, gostaria de contar um acontecimento que ocorreu comigo também. Fiquei 6 meses praticando o Budismo sem ver resultados! Ou melhor, sem ver absolutamente NADA! Mas o Budismo funciona, ou trabalha, de forma silenciosa. A transformação é profunda, no nosso Inconsciente, aquela parte da nossa vida que não conseguimos enxergar. Demorei bastante tempo para ter a “fé budista”, que é algo como uma ausência de dúvida. Nós falamos de “empoderamento”, que é quando não há dúvidas de que temos a convicção que o budismo “funciona” e torna nossa vida muito feliz.
      Em parte demorei para ver os efeitos do budismo pois, também tinha outras práticas espirituais. Também li muito sobre espiritismo.
      As vezes temos a impressão que o Budismo não funciona pois muitos relatam “grandes mudanças” aparentes, mas profundamente, no inconsciente, a mudança é muito profunda para QUALQUER UM! Recomendo fortemente que não desista, recite o gongyo e o daimoku todos os dias. Mesmo que seja um pouco,mas faça todos os dias. O nosso “trabalho” , como você mesma comentou, é recitar o mantra e propagar a prática Budista. Cada religião tem sua forma de trabalhar. Nós fazemos “causa positiva” com esse mantra , que pode-se dizer, é tecnologia avançada em transformação. Nosso trabalho como budistas é “se melhorar” com prática budista e ajudar as outras pessoas a serem felizes também, ou seja, para sermos felizes juntos. Essa é a idéia.
      Experimente estudar mais também, ajuda muito. Leia a teoria do Sutra de Lótus, os 10 estados de vida, os 10 fatores principalmente. Nós que temos essa “mania intelectual” temos que nos convencer também… eu sei por que tive que estudar bastante para começar compreender a profundidade do budismo, apesar da prática ser algo até simples. Não falo em milagres, ou “grandes eventos”, mas se recitar o Daimoku, concentradamente, esvaziar um pouco a mente, e se concentrar no Gohonzon, determinando que NESSE MOMENTO você têm a iluminação, isso vai acontecer infalivelmente. O BUDA em nós é um estado de vida, não é um LUGAR dentro de nós que é inatingível nessa vida, que temos que viver 10.000.000.000 de reencarnações para atingir a perfeição. Recitamos o Daimoku e a nossa iluminação começa a se “manifestar”.

      Se quiser tirar mais dúvidas ou conversar mais estou totalmente à disposição!
      meu e-mail: Eduardo.eggea@gmail.com

  4. Oi San, estou no inicio e também cheia de dúvidas e não tenho um chakubuku para me ajudar. Mas estou cheia de vontade de aprender! rs
    Entrei em contato com o templo Kaidozan Shoboji que fica no bairro da saúde aqui em são paulo, e me convidaram a fazer uma visita e tirar minhas duvidas.
    Você conhece esse templo? Gostaria de uma luz, pois estou indo de olhos fechados.
    Bjs e parabéns pelo blog! 🙂

    • Olá, Carol! Bem vinda ao blog 🙂 E obrigada pelo elogio! 😀
      O templo que vc falou é de outra linha budista (Nitiren Shoshu). Muito parecida com a nossa, mas com algumas diferenças de postura em alguns assuntos.
      Na Linha de Nitiren Daishonin, da qual faço parte, não há templos. A Soka Gakkai é uma entidade laica. Há um centro cultural na Rua Tamandaré, onde muitas cerimônias são realizadas, mas as reuniões são nas casas das pessoas. É provável que em seu bairro haja um grupo que poderá te ajudar a tirar suas dúvidas e que você poderá ir nas reuniões 🙂
      Se quiser me passar seu bairro, pode postar aqui ou me enviar um email sandrapolive@gmail.com
      Pra entender um pouco a Soka Gakkai http://www.bsgi.org.br/quemsomos/historia_da_soka_gakkai_no_brasil/

      Se precisar, estou por aqui!
      Abraço!

    • Olá, Bruno!
      O Daimoku serve para tudo, até quando não há um objetivo definido.
      Mas o Daimoku ou o Gohonzon sozinhos não nos trazem nada – nem emprego, nem casa nova, nem relacionamento. A oração nos dá força, segurança e inspiração para seguir em nosso objetivo. Então quem conseguirá o emprego será você. Com sua força, com sua determinação.
      Primeiro olhe para sua condição, veja se seu currículo está de acordo com o que as empresas pedem. Se não estiver, melhore. Busque vagas, se candidate, e vá recitando o Daimoku. Tenha fé que você encontrará seu emprego! Use o daimoku como combustível para sua vitória. Não desanime e sua determinação e confiança te colocará em contato com seu objetivo.
      Outra coisa que vai te ajudar muito é participar das reuniões da BSGI e conversar com algum membro. Certamente estarão sempre disponíveis para te auxiliar em suas dúvidas e recitar com você. Para participar, me diga o bairro onde mora que te passarei o contato do responsável em sua região 😉
      sandrapolive@gmail.com

  5. Parabéns pelo Blog! Moro em Curitiba e sou Budista de Nitiren desde 2006. Adorei a forma como explicou sobre nossas orações silenciosas, muito, muito bom! Vou indicar seu site para outros colegas, amigos e interessados no Budismo!
    Segue meu e-mail para mantermos contato e trocarmos “figurinhas”!
    eduardo.eggea@gmail.com

  6. Olá, Sandra,
    Meus efusivos cumprimentos pela maneira simples, clara e sincera com que propaga as riquezas do Sutra de Lotus, tocando o coração das pessoas.

    Luiz Vieira Marques

  7. Ola San!
    Gostei do seu estilo. Pratico o budismo de Nitiren mas ainda não passei a segunda marcha. Estou me motivando pra colocar mais combustível na minha pratica. Abcs.

  8. Olá San !
    Gostei muito dos seus textos, generosos e esclarecedores.
    Sou praticante da tradição Kadampa e é sempre bom ter outras boas e auspiciosas fontes de inspiração para o caminho …
    Abraço e saudações

  9. Gratidão infinita à San e todos os amigos em busca da iluminação e de um objetivo tão nobre quanto propagar amor ao universo da forma tão pura.

    Estou iniciando a prática em um templo e pesquisando sobre a SGI e o método, estou encantado pela profundidade do objetivo, algo admirável, digno de se envolver de todo coração para viver 100% o budismo e o amor em nossos níveis conscientes e inconscientes, inserir doses constantes de estímulo que representam apenas uma sensação de querer o bem – em especial do próximo.

    Como dito pelos amigos, estou me sentindo como uma criança nascendo novamente, dando uma nova oportunidade para a vida depois de muitas experiências intensas e modificadores. Me permito ser amor e dar amor.

    Compreendo as dúvidas e dificuldades de qualquer pessoa que inicie a prática. Imagino que existam níveis diferentes de evolução e intensidade de entrega e tempo de maturação de cada um, mas se deixando entregar pelo sentido do budismo, sem visar bens materiais ou conquistas palpáveis, buscando verdadeiramente querer crescer na direção dos budas e mestres da prática, estando perto de pessoas que praticam a décadas e compreendendo o sentido de tudo. E sabendo que Deus nada mais é do que nosso amor infinito pelo próximo – a força e combustível máximo da humanidade. Imaginem se um dia uma sociedade inteira puder viver isso plenamente? Caralho, que sonho… Vou fazer minha parte pra perpetuar e me dar a oportunidade de ser isso. Quero e mereço viver algo tão sublime e místico, divino.

    E olha que nasci judeu e até uma semana atrás questionava sobre o que de fato é ou precisa ser Deus (universo, energia ou seja lá o que todas as religiões pregam). Detestava a ideia de ter que pagar para fazer cursos e subir níveis na escala de evolução, isso me maltrata só de pensar. Enganar a essência e pureza da pessoa por motivações tão superficiais. Propagar e fazer acreditar que o deus de cada indivíduo é um egoísta e motivado por subir na escala financeira ou seja lá qual escala, criar a máscara de que não somos livres pelas nossas próprias escolhas.

    Somos donos de cada pensamento. A lei de causa e efeito que essa linha de budismo prega, baseada na essência da flor de Lotus, é realmente a lei máxima da vida. Que o segredo traduz como lei da atração, a física como ação e reação. Cada pensamento traduz nosso futuro, ser nosso Buda é escolher nossa mais confortável forma de ver com olhos de compaixão. Não é tão difícil de acreditar, né?

    Gente, não queiramos e deixemos nossos medos e batalhas internas serem em vão, temos histórias diferentes e únicas, mas com semelhanças inexplicáveis, quando entregues e empáticos, nos vemos no outro.. Ou assim eu imagino que os budas busquem ser, querer tão puramente bem e com amor o vizinho, escutar e ajudar a dar sentido à vida do outro.

    Não me permito mais criticar, meu racional sabe analisar e pesar tudo, mas escolhe ponderar pelo lado da compaixão. Quero muito estudar para evoluir nesse sentido, como posso ser ainda mais puro e amoroso com o próximo, tirar minhas mesquinhas humanices, sabemos que isso é só para o buda. Mas custa sonhar? Querer ser?

    Desculpem a bíblia, sutra, seja lá o que for, me empolguei, me empolga a nobreza da parada toda e essa oportunidade é linda demais pra eu me jogar pela metade.

    Obrigado amigos pelos lindos comentários, é fácil ver a verdade no texto de todos, e maravilhoso ver a vontade de cada um em querer ser um ser humano melhor. Deixemos nossa alma pura da criança e exercício constante do amor em todos nossos níveis de pensamento, fala e sentimento. Escrever pelo jeito também ajuda! Haha

    Vamos recitar o mantra pensando em amor ao próximo em cada momento, antes de nós, assim as coisas começam a fazer sentido.

    Iluminação a todos!!! Por uma vida com sentido. O verdadeiro e único sentido.

    Deixo aqui o que achei ontem no YouTube, nada mais que a tradução de uma parte da sutra de Lotus, não sei qual nem se são todas assim, mas achei tão singelo e simples a mensagem. Ouçam o áudio de 7 minutos, ele diz apenas para acreditar e se entregar. Quem chegou até aqui e gosta de qual poderoso e transformador pode ser essa oportunidade, que entende isso, não consegue racionalizar contra nada.

    Obrigado pela oportunidade e espaço novamente.

    Nam-myoho-rengue-kyo

    Com amor,

    Alexandre Mekler Zveibil

    • Alexandre! Obrigada pelo comentário… Conhecia já esse vídeo, e já até compartilhei aqui no blog. Mas é sempre um presente poder ouvir novamente a tradução do sutra. E de fato, pra mim a Lei da Causa e Efeito também me pareceu tão natural que é muito fácil não só acreditar, mas incorporar em nossa vida em busca de me tornar um ser humano melhor. E isso pode ser na relação com as outras pessoas, mas também na busca pelos recursos materiais que farão nossas vidas mais confortáveis. Afinal, aqui vivemos e precisamos de um bom trabalho, um bom salário, não é? Acho que a diferença está no propósito que damos ao nosso trabalho. No meu caso, eu procuro sempre contribuir de forma positiva.
      Grande abraço!

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