Novas orações silenciosas – Daisaku Ikeda

Olá, pessoal!

Faz um tempo que não escrevo, mas estou de volta 🙂

Vou dar continuidade às postagens referentes às orações silenciosas.

Como vocês se lembram, as orações silenciosas da Liturgia da SGI estão reunidas em três grupos:

– Gratidão ao Gohonzon
– Gratidão aos três primeiros presidentes
– Realização do kossen-rufu e em memória dos falecidos

Hoje iremos falar sobre o segundo grupo de orações, “Gratidão aos três primeiros presidentes”, em especial de Daisaku Ikeda, o atual presidente da SGI.

O trecho diz:

“Manifesto gratidão à virtude da dedicação abnegada em propagar a Lei, do primeiro presidente da Soka Gakkai, Tsunesaburo Makiguchi, do segundo presidente, Josei Toda, e do terceiro presidente, Daisaku Ikeda, reverenciando-os como eternos mestres do Kossen Rufo.”

No antigo modelo das orações silenciosas, havia um trecho apenas para o Kossen Rufo, que expliquei nesse post. Resumindo, o significado de kossen-rufu é “declarar amplamente e propagar” a filosofia budista para que todas as pessoas pudessem praticá-la, trazendo assim a paz mundial. Sakyamuni chegou a dizer que após sua morte isso iria acontecer num tempo muito distante, mas que haveria muitos e difíceis obstáculos para a propagação da Lei. Esse seria o grande desafio e missão do budismo.

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Ikeda aos 19 anos

Daisaku Ikeda nasceu em 1928, o quinto de uma família de oito filhos. Teve sua infância marcada pelos problemas enfrentados pela pobreza da família, pela saúde debilitada e pelas consequências da Primeira e  Segunda Guerra mundiais no Japão.

Em 1939, com o início da Segunda Guerra, os irmãos mais velhos de Daisaku Ikeda foram levados para lutar nas batalhas. Os problemas financeiros da família ainda os levaram a vender a casa e mudar-se para um pequeno barraco que, mais tarde foi incendiado durante os bombardeios em Tóquio. Com a Segunda Guerra, que terminou em 1945, também se foi seu irmão mais velho, morto em um confronto na Birmânia.

Além da catástrofe das duas bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, os jaoneses tiveram ainda que se submeter à ocupação e à imposição dos americanos com uma cultura totalmente diferente e leis que desrespeitavam suas crenças milenares e sagradas.

Apesar de todo o contexto de guerra, fome, submissão, Daisaku Ikeda tinha a esperança de aquilo poderia mudar com a ajuda de um novo líder. Estudava com amigos sobre filosofia e debatiam sobre as questões da vida.

Aos 19 anos, em 1947, Daisaku Ikeda foi convidado a participar de uma reunião onde seriam discutidas questões filosóficas. A reunião seria na Soka Gakkai com uma palestra de Josei Toda, então presidente da associação. Ele explanava sobre o Sutra de Lótus e todos os presentes estavam totalmente atentos às suas palavras. A palestra realmente impressionou Daisaku Ikeda, que no mesmo dia demonstrou o quanto tudo aquilo havia o emocionado. Toda também ficou impressionado com o rapaz de 19 anos, sensível às questões do budismo e ávido por conhecimento.

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Ikeda recebe Nelson Mandela no Japão, 1990.

Daisaku Ikeda tornou-se seu discípulo direto e passou a acompanhá-lo em todo o seu percurso. Com o falecimento de Toda, em 1958, Ikeda foi indicado à presidência da SGI, e de discípulo passou a mestre. Até hoje, aos 89 anos, Ikeda é um grande divulgador do Budismo no mundo, tendo feito reuniões com diversos líderes governamentais e instituições renomadas como a ONU. É reconhecido como um importante intelectual e recebeu o título de Doutor Honoris Causa de mais de cem instituições de ensino superior.

É interessante perceber o quanto os membros mais velhos da BSGI têm um imenso carinho por Ikeda, se referindo a ele como de fato um mestre, que é de certa maneira incomum na nossa cultura brasileira. Confesso que inicialmente aquilo me parecia um pouco estranho – como a figura de um homem, um presidente leigo, poderia ser tão venerado pelos budistas de Nichiren Daishonin? Mas é fácil perceber pela sua trajetória.

daisakuikedatokyomay2010Além de falar a novos povos, sendo responsável por levar o budismo de Nichiren Daishonin a mais de 200 países, Ikeda está sempre presente com os budistas da SGI, seja escrevendo livros, mensagens, explicando passagens do Sutra de Lótus e outros textos. Ikeda também escreve poemas e músicas budistas, e tem sempre uma palavra de desafio ou incentivo aos membros, que são transmitidas através das publicações, jornais, sites e outras formas de comunicação da SGI. Ele perpetua a missão de mestre e discípulo lançada por Nitiren Daishonin e está em constante busca pela paz mundial, o kossen rufo.

San

História do Gongyo

Como muitos já devem saber, em 2016 a SGI lançou uma nova versão com a Liturgia do Budismo Nichiren, com mudanças nas orações silenciosas, passando a se chamar Liturgia da SGI.

É importante saber que a maneira de se realizar as orações mudou muito ao longo do tempo, o que não significa que eram corretas ou erradas, mas que se adaptaram conforme a necessidade de seu tempo.

gohonzonSabemos que Nichiren Daishonin desvendou o segredo do Sutra de Lótus para que qualquer pessoa alcance o estado de Buda, com a recitação do mantra Nam-myoho-rengue-kyo. Embora ele tenha enfatizado a importância da recitação diária dos capítulos Hoben e Juryo, ele nunca mencionou um formato específico. Por isso, no decorrer dos séculos o formato do Gongyo foi modificado diversas vezes.

Mesmo a recitação dos capítulos Hoben e Juryo mudou. Na época, a recitação do capítulo Hoben não encerrava com os dez fatores, como fazemos nos dias de hoje, mas incluía uma longa parte do texto. Também não é claro se Nichiren Daishonin recitava o Gongyo em algum horário específico do dia.

Na época do Nono Sumo Prelado Nichiu (1409-1482), o Gongyo passou a ser recitado em forma de procissão, de um local para outro dentro do Templo Principal. Era uma época em que o conhecimento do budismo de Nichiren era restrito a poucos clérigos que viviam em função da religião, o que tornava a prática adequada.

O formato do Gongyo em cinco orações foi formalizado durante a época de Nitchin, que serviu como Sumo Prelado entre 1482 e 1527. No período do décimo-sétimo Sumo Prelado, Nissei (1600-1683), as cinco orações passaram a ser conduzidas em apenas um local e o sutra era recitado cinco vezes no Salão de Recepção (Kyakuden).

Quando Tsunesaburo Makiguti (que se tornou o primeiro presidente da Soka Gakkai) conheceu o budismo de Nichiren Daishonin em 1928, não havia um formato específico de praticar o Gongyo. Os leigos recitavam os capítulos Hoben e Juryo da mesma forma que os clérigos ou recitavam apenas o Daimoku.

Após a II Guerra Mundial, um grande número de pessoas começou a praticar os ensinos de Nichiren Daishonin devido às intensas campanhas de propagação promovidas pelo segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda. Percebendo a necessidade de estabelecer um formato prático para que os leigos recitassem no dia a dia, baseado no espírito de jigyo keta (prática para si e para outros), foi estabelecido junto ao Sumo Prelado da época o formato do Gongyo que contava com cinco orações na manhã e três à noite.

Em 1977, a Soka Gakkai incluiu nas orações silenciosas os pedidos pela prosperidade da Soka Gakkai e pelo Kosen Rufu, além dos agradecimentos aos seus dois primeiros presidentes. Em 1994, deixou mais curto o capítulo Hoben, por ser de difícil pronúncia aos ocidentais. Outras mudanças foram realizadas até 2007, quando chegamos ao texto que usamos até o ano passado.

Atualmente, a Soka Gakkai se esforça para ampliar o conhecimento a mais pessoas, o que fez com que termos e conceitos do Gongyo fossem adaptados para facilitar a compreensão e a recitação.

É importante ressaltar que a gratidão aos mestres que trouxeram o conhecimento do budismo de Nichiren só acrescenta em nossa vida e fortalece a prática como um todo, mas que o mais importante é realizarmos a oração com confiança.

Em breve, continuarei expondo as mudanças no Gongyo em novas publicações.

Abraços a todos!

San

Kossen-rufu e a Soka Gakkai Internacional

Mesmo quando nos dispomos a conhecer uma nova crença, é difícil se abrir totalmente logo de imediato, recitando todos os mantras ou orações e citando nomes e palavras que não conhecemos.

Assim também foi comigo em relação ao budismo de Nitiren 🙂

Por isso decidi colocar no blog pequenos textos explicando as orações silenciosas que fazemos ao final do gongyo, já que, na verdade, é mais importante manifestarmos nossa real gratidão enquanto oferecemos as orações do que simplesmente ler o seu conteúdo de maneira ritual.

Espero que ajude em suas buscas!

O terceiro trecho diz:

Oração pela realização do Kossen-rufu

Oro sinceramente a pela mais breve realização do Kossen-rufu e pela eterna prosperidade da Soka Gakkai Internacional.

O significado literal de kossen-rufu é “declarar amplamente e propagar”, o que seria divulgar a filosofia budista e que todas as pessoas o praticassem, trazendo assim a paz mundial. Sakyamuni disse que após sua morte isso iria acontecer num tempo distante, onde haveria pessoas dispostas a suportar os difíceis obstáculos para a propagação da Lei. Somente com Nitiren Daishonin foi possível entender o significado da Lei do Sutra de Lótus. Nitiren e seus discípulos sofreram diversos ataques, mas resistiram e mantiveram vivos os ensinamentos.

Durante muito tempo, no entanto, os ensinamentos budistas ficaram restritos ao conhecimento de monges, longe do dia a dia das pessoas. No início do século XX, o Budismo de Nitiren atingia um número muito pequeno de leigos. Foi somente em 1930, quando a Soka Gakai foi fundada, que o conhecimento e a prática do Budismo de Nitiren se ampliaram, sendo hoje reconhecido mundialmente.

Inicialmente criada com o nome Soka Kyoiku Gakkai (Sociedade Educacional de Criação de Valores), a instituição procurava levar fé e novos caminhos no Japão assolado pela guerra e reprimido por um governo militara. Em 1957, o segundo presidente da Soka Gakkai já tinha atingido o objetivo de levar o budismo a 750 mil famílias. Atualmente, mais de 12 milhões de pessoas praticam o Budismo de Nitiren no mundo, através de atividades desenvolvidas pela Soka Gakkai Internacional (SGI). Com o objetivo de valorizar cada vida de forma a promover o desenvolvimento humano em prol da construção de uma cultura de paz, no Brasil é representada pela Associação Brasil SGI (BSGI).

Conheça o site 🙂 http://www.bsgi.org.br/

San

 

 

Nitiren Daishonin

Mesmo quando nos dispomos a conhecer uma nova crença, é difícil se abrir totalmente logo de imediato, recitando todos os mantras ou orações e citando nomes e palavras que não conhecemos.

Assim também foi comigo em relação ao budismo de Nitiren 🙂

Por isso decidi colocar no blog pequenos textos explicando as orações silenciosas que fazemos ao final do gongyo, já que, na verdade, é mais importante manifestarmos nossa real gratidão enquanto oferecemos as orações do que simplesmente ler o seu conteúdo de maneira ritual.

Espero que ajude em suas buscas!

Oração aos Três Mestres

A primeira parte deste trecho diz:

“Devotando-me respeitosamente a Nitiren Daishonin, o Buda Original dos Últimos Dias da Lei, ofereço minhas sinceras orações em agradecimento pelos benefícios conquistados.”

saky_dharmaSidarta Gautama (aprox. 560-480 a.C.), que ficou conhecido como Buda Sakyamuni, foi o primeiro homem que registrou ter alcançado o estado de Buda ou iluminação. Para seus primeiros discípulos, Sakyamuni deixou uma série de ensinamentos preparatórios, para que no futuro fossem revelados os ensinamentos que de fato poderiam levar à iluminação. No Sutra de Lotus, o Buda Sakyamuni disse que seria preciso muita coragem para que seus ensinamentos fossem propagados nos Últimos Dias da Lei, período em que seriam encontradas diversas dificuldades para a propagação da verdade contida no budismo.

Segundo o pensamento budista, qualquer religião pode ser dividida em três períodos, dependendo do grau de influencia que ela exerce nas pessoas. No budismo esses períodos foram os seguintes:

– “Primeiros Dias da Lei”, quando oferece meios práticos para resolver problemas imediatos. Duraram cerca de mil anos e foi o período em que o budismo foi praticado na Índia e a prática se baseava na pureza da fé;

– “Médios Dias da Lei”, quando a religião já está estabelecida na cultura e na sociedade, porém torna-se formalizada e deixa de ser relevante para as necessidades das pessoas. Também duraram cerca de mil anos e propagou-se na China, e chegou ao Japão. A religião tornou-se ritualizada;

– “Últimos Dias da Lei”, quando perde totalmente sua eficácia. Pelos cálculos, teria início por volta do ano 1052 d.C. Nesse período, as ordens budistas tornaram-se ricas e os monges guiavam-se por desejos de fama e outras ambições.

Com o tempo, muitos seguidores esqueceram-se de que Sakyamuni era o fundador do budismo, e novas escolas apareceram em sucessão, louvando os poderes de budas imaginários ou negando a necessidade de estudar a doutrina ou de realizar a prática do budismo. O verdadeiro espírito do budismo havia sido totalmente esquecido por volta do início do século XIII no Japão. Por volta dessa mesma época, o budismo da Índia acabou sofrendo o impacto do islamismo da região oeste e desapareceu, embora esse budismo já viesse mantendo uma subsistência conjunta com o esoterismo desde a extinção dos sucessores de Sakyamuni no século VI. De forma semelhante, após a morte de Tient’ai, o budismo da China entrou em decadência, sendo corroído pela influência do esoterismo indiano e pela predominância da devoção do Buda Amida, que era uma derivação do próprio budismo. Além disso, a invasão da China pelos mongóis ocorrida no século XIII causou o total declínio do budismo.

Em meio a essa confusão, Nitiren Daishonin fez seu advento.

Buda NitirenNascido quase dois mil anos depois de Sakyamuni, Nitiren Daishonin (1222 – 1282)  tornou-se monge e estudou profundamente o budismo. Através de documentos antigos, percebeu que as correntes dominantes na época desviavam-se da essência do pensamento de Sakyamuni. Encontrou o ponto central do pensamento do Buda – o Sutra de Lótus – e dali fez renascer o budismo ao revelar a recitação do Nam-myoho-rengue-kyo e o efeito revitalizador e transformador que essa prática traz ao indivíduo. Concentrou sua percepção no Gohonzon e deixou a prática do Daimoku como a chave para a iluminação de qualquer ser humano.

Daishonin foi extremamente perseguido, tanto por seitas budistas como por governantes. Foi  exilado, foi alvo de emposcadas e chegou a ser condenado à morte, da qual escapou por diversas vezes. Durante três anos, Daishonin revelou os ensinamentos àqueles que acreditavam em suas palavras, e faleceu pacificamente na residência de um seguidor.

NitirenPor ter atingido a iluminação por si só e ter revelado a verdade fundamental da vida, Nitiren é conhecido como o Buda Original dos Últimos Dias da Lei.

San

Desafiando os objetivos em 2015!

EscrevendoO começo de um novo ano é um período também muito especial para os budistas. Como tantas outras pessoas, nesse período nós avaliamos o que foi feito no ano anterior e renovamos nossos objetivos para o próximo ciclo. A diferença entre aqueles que apenas escrevem seus desejos num papel para abri-lo no ano seguinte e nós é que não escrevemos apenas “desejos”, mas objetivos, e lembramo-nos deles a cada dia, nos propondo mudanças para alcança-los.

O Budismo de Nitiren Daishonin nos lembra de que apenas nós somos responsáveis pela conquista ou não de nossos objetivos. Ou seja: não colocamos a culpa ou responsabilidade em algum ser fora de nós caso não conquistemos o que queremos. Pra ser mais clara, os budistas não acreditam que as coisas são definidas por “vontade divina”, para o bem ou para o mal, mas pela Lei de Causa e Efeito.

Recitar o Daimoku (Nam-myoho-rengue-kyo) a cada dia nos coloca em contato com nossa essência de Buda e nos lembra que somos capazes de atingir nossos objetivos e os únicos responsáveis por isso. Enquanto recitamos e na nossa vida diária de budistas, reavaliamos nossas ações, sempre procurando nos aprimorarmos. Assim, somos colocados [nos colocamos] em contato e no caminho daquilo que almejamos.

Objetivos para 2015
Avalie quais são seus objetivos para 2015. Podem ser vários, mas eleja um ou dois que se pareçam mais desafiadores e escreva-os com detalhe em um papel. Quanto de esforço será necessário para atingir tais objetivos? Converta isso para Daimoku. Quanto você considera o equivalente para conquistar tal objetivo?

100 mil? 200 mil? 500 mil? Um milhão de Daimokus?

Só você sabe qual o esforço deve ter para atingi-lo.

– Recite Daimoku por um minuto e veja quantos foram recitados nesse tempo [60, por exemplo].

– Agora divida o número de Daimoku escolhido (100 mil, por exemplo), pela quantidade por minuto e veja quanto tempo será necessário para recitar o total. [100.000/ 60 = 1666 minutos]

– No final, você terá uma média diária para recitar Daimoku. [No nosso exemplo deu 5 minutos por dia em um ano, que é bem pouquinho, então pode aumentar o desafio rs]

– Registre a cada dia em um caderninho o quanto você avançou. E esforce-se no seu dia a dia para alcançar seu objetivo!

Parece complicado, mas não é. No fim, a alegria de ver seus objetivos sendo conquistados lhe dará mais força para aumentar seu desafio no próximo ano!

E ai, tem coragem de se desafiar a vencer em 2015?

San

Dai-Gohonzon

Mesmo quando nos dispomos a conhecer uma nova crença, é difícil se abrir totalmente logo de imediato, recitando todos os mantras ou orações e citando nomes e palavras que não conhecemos.

Assim também foi comigo em relação ao budismo de Nitiren 🙂

Por isso decidi colocar no blog pequenos textos explicando as orações silenciosas que fazemos ao final do gongyo, já que, na verdade, é mais importante manifestarmos nossa real gratidão enquanto oferecemos as orações do que simplesmente ler o seu conteúdo de maneira ritual.

Espero que ajude em suas buscas!

Oração ao Dai-Gohonzon

A primeira oração silenciosa diz:

“Devotando-me respeitosamente ao Dai-Gohonzon dos três Grandes Ensinos Fundamentais concedido para toda a humanidade, ofereço minhas sinceras orações em agradecimento pelos benefícios conquistados.”

Em chinês, “Dai” significa “grande ou “supremo”, e “Go” significa “digno de honra” e “Honzon” significa “objeto de respeito fundamental”. Quando falamos Dai-Gohonzon, estamos nos referindo à mandala inscrita em madeira por Nitiren Daishonin em 12 de outubro de 1279. Ela representa a incorporação física da lei eterna e universal do Nam-myoho-rengue-kyo, a essência do Sutra de Lótus. O Gohonzon que os membros da SGI consagram em suas casas é baseado nesse Dai-Gohonzon original.

O Gohonzon pode ser comparado a um “poderoso espelho” que revela a Lei Mística inerente na vida de cada pessoa. Daishonin inscreveu o Gohonzon para que todas as pessoas pudessem conhecer a Lei e evidenciá-la.

Daishonin deixou claro que a essência do budismo está expressa na frase “Nam-myoho-rengue-kyo”. Por isso o Gohonzon não deve ser visto como um objeto que contém poderes místicos ou mágicos em si, mas, sim, como a manifestação do desejo de Nitiren de que toda a humanidade possa alcançar a felicidade ou o estado de buda. Isto pode ser conseguido através da recitação do Nam-myoho-rengue-kyo e fazendo esforços constantes para melhorar a si mesmo e ajudar os outros a fazer o mesmo.

nitirenAtravés de suas cartas, Nitiren revelou as coisas mais importantes que estavam contidas de maneira implícita no capítulo Juryo (Revelação da Vida Eterna do Buda) do Sutra de Lótus. Elucidou que a prática do budismo consiste essencialmente em três ensinamentos: (1) ter fé no Dai-Gohonzon [que é a representação física da Lei Mística], (2) recitar o Nam-myoho-rengue-kyo ou Daimoku e (3) ter respeito ao local onde a pessoa recita o Daimoku, ou seja, ao santuário onde está seu Gohonzon, espelho da Lei em sua própria vida. Estes são os três Grandes Ensinos Fundamentais do budismo de Nitiren Daishonin.

San